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Calculadora Financiamento Imobiliário 2026 - SAC e Price
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R$ 4.142,83
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Detalhamento
| Salário Bruto | R$ 5.000,00 |
| Desconto INSS | - R$ 509,60 |
| Base de Cálculo IRPF | R$ 4.490,40 |
| Desconto IRPF | - R$ 347,57 |
| Salário Líquido | R$ 4.142,83 |
FGTS (depositado pelo empregador)
R$ 400,00
Alíquota Efetiva
17,14%
Alíquota Marginal
22,50%
Detalhamento INSS
| Faixa | Aliquota | Base | Valor |
|---|---|---|---|
| R$ 0 - R$ 1.518 | 7,50% | R$ 1.518,00 | R$ 113,85 |
| R$ 1.518 - R$ 2.793,88 | 9,00% | R$ 1.275,88 | R$ 114,83 |
| R$ 2.793,88 - R$ 4.190,83 | 12,00% | R$ 1.396,95 | R$ 167,63 |
| R$ 4.190,83 - R$ 8.157,41 | 14,00% | R$ 809,17 | R$ 113,28 |
| Total INSS | R$ 509,60 | ||
Detalhamento IRPF
| Faixa | Aliquota | Base | Imposto |
|---|---|---|---|
| R$ 2.259,2 - R$ 2.826,65 | 7,50% | R$ 567,45 | R$ 42,56 |
| R$ 2.826,65 - R$ 3.751,05 | 15,00% | R$ 924,40 | R$ 138,66 |
| R$ 3.751,05 - R$ 4.664,68 | 22,50% | R$ 739,35 | R$ 166,35 |
| Total IRPF | R$ 347,57 | ||
Simulador Rápido: Financiamento Imobiliário
Compare parcela inicial e juros totais entre SAC e Price.
Financiamento Imobiliário no Brasil 2026: Tudo que Você Precisa Saber
A compra da casa própria e o maior compromisso financeiro que a maioria dos brasileiros assume ao longo da vida. Em 2026, com o valor médio dos imóveis nas capitais variando de R$ 300.000 a R$ 800.000 e taxas de juros entre 8,5% e 12% ao ano, um financiamento imobiliário de 30 anos pode custar mais do que o dobro do valor original do imóvel em juros. Entender as diferenças entre os sistemas de amortização SAC e Price, saber negociar taxas e planejar o uso do FGTS como redutor de custos são competências financeiras essenciais para quem esta prestes a financiar um imóvel.
O mercado imobiliário brasileiro opera predominantemente pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que utiliza recursos da poupança e do FGTS para financiar imóveis de até R$ 1.500.000 com taxas reguladas. Para imóveis acima desse valor, aplica-se o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), com taxas livremente negociadas entre banco e cliente. Em 2026, a Caixa Econômica Federal detem mais de 65% do mercado de crédito imobiliário, seguida por Bradesco, Itau e Banco do Brasil. A concorrência entre bancos beneficia o comprador, que pode negociar taxas e condições diferentes em cada instituição.
SAC vs Price: A Decisão Mais Importante do Financiamento
A escolha entre o Sistema de Amortização Constante (SAC) e a Tabela Price e a decisão mais impactante após a escolha da taxa de juros. Na SAC, a amortização (parcela que reduz o saldo devedor) e constante ao longo de todo o contrato. Como os juros incidem sobre o saldo devedor remanescente, que diminui a cada mês, as parcelas começam mais altas e vão reduzindo progressivamente. Na Price, a parcela total e fixa durante todo o contrato. No início, a maior parte da parcela e composta por juros e a menor parte por amortização. Ao longo do tempo, essa proporção se inverte.
Para um financiamento de R$ 400.000 a 9,5% ao ano em 30 anos (360 meses), a taxa mensal equivalente e de 0,7575%. Na SAC, a amortização mensal e R$ 400.000 / 360 = R$ 1.111,11. A primeira parcela e R$ 1.111,11 + R$ 400.000 x 0,7575% = R$ 1.111,11 + R$ 3.030,00 = R$ 4.141,11. A última parcela e R$ 1.111,11 + R$ 1.111,11 x 0,7575% = R$ 1.119,53. Os juros totais somam aproximadamente R$ 546.000. Na Price, a parcela fixa e de R$ 3.361,43 durante todos os 360 meses. Os juros totais somam R$ 810.115. A diferença: a SAC economiza R$ 264.000 em juros, porem exige parcela inicial 23% maior.
Quando Escolher SAC
A SAC e recomendada quando: a renda familiar comporta a parcela inicial mais alta (lembrando o limite de 30% da renda bruta), o objetivo e pagar menos juros no total, ha expectativa de que a renda cresça ao longo do tempo (as parcelas decrescentes se tornam cada vez mais leves), e quando o comprador planeja manter o financiamento até o final. A grande maioria dos financiamentos no Brasil utiliza a SAC, e os bancos a recomendam como padrão.
Quando Escolher Price
A Price pode ser vantajosa quando: a renda familiar e limitada e a parcela fixa da Price cabe no orçamento enquanto a primeira parcela da SAC não cabe, o comprador planeja vender o imóvel ou quitar o financiamento antecipadamente (minimizando a desvantagem dos juros maiores no longo prazo), ou quando ha previsão de queda de renda futura (a parcela fixa oferece previsibilidade). Também pode ser estratégica se a taxa de juros for baixa e o comprador puder investir a diferença entre as parcelas (SAC mais alta vs Price mais baixa) em aplicações que rendam acima da taxa do financiamento.
Taxas de Juros por Banco em 2026
| Banco | Taxa mínima (a.a.) | Indexador | Prazo máximo |
|---|---|---|---|
| Caixa Econômica | 8,50% | TR | 35 anos |
| Banco do Brasil | 9,19% | TR | 35 anos |
| Itau Unibanco | 9,50% | Poupança | 30 anos |
| Bradesco | 9,50% | TR | 30 anos |
| Santander | 9,99% | TR | 35 anos |
| Inter | 10,10% | TR | 30 anos |
Taxas mínimas para clientes com bom relacionamento e score de crédito elevado. Taxas reais podem ser maiores dependendo do perfil.
FGTS como Ferramenta de Redução de Custos
O FGTS e um aliado poderoso no financiamento imobiliário. Pode ser utilizado de quatro formas: como parte da entrada (reduzindo o valor financiado e, consequentemente, o total de juros), para amortizar o saldo devedor a cada dois anos (reduzindo o prazo ou o valor das parcelas), para pagar até 80% das parcelas por 12 meses consecutivos (quando o comprometimento da renda excede determinado percentual), e para liquidar integralmente o financiamento. Os requisitos são: ter no mínimo 3 anos de contribuição ao FGTS, não ter financiamento ativo no SFH, e não ser proprietário de imóvel na mesma cidade.
Estrategicamente, amortizar o saldo devedor a cada 2 anos com o FGTS, reduzindo o prazo (não o valor da parcela), e a opção que mais economiza juros. Para um financiamento de R$ 400.000 a 9,5% em 30 anos, uma amortização de R$ 50.000 no 5o ano pode reduzir o prazo em aproximadamente 5 anos e economizar mais de R$ 100.000 em juros ao longo do contrato. A economia e tão expressiva que, para trabalhadores CLT com saldo de FGTS relevante, o uso strategico do fundo pode reduzir o custo total do financiamento em 20% a 30%.
Composição da Parcela: O que Você Realmente Paga
A parcela do financiamento e composta por: amortização (valor que reduz o saldo devedor), juros (remuneração do banco sobre o saldo devedor), seguros obrigatórios (MIP - Morte e Invalidez Permanente, e DFI - Danos Físicos ao Imóvel) e taxa de administração (cobrada por alguns bancos, geralmente R$ 25 a R$ 50/mes). Os seguros representam de 0,5% a 2% do valor da parcela dependendo da idade do tomador e do valor do imóvel. A taxa de administração pode ser negociada ou eliminada em bancos digitais.
No início do financiamento SAC, os juros representam a maior parte da parcela. Para R$ 400.000 a 9,5% ao ano, a primeira parcela de R$ 4.141 e composta por R$ 1.111 de amortização e R$ 3.030 de juros (73% são juros). Apenas no mês 218 (ano 18 de 30) a amortização supera os juros na composição da parcela. Esse dado e importante para quem considera a antecipação de parcelas: antecipar as últimas parcelas (que tem mais amortização) reduz mais o saldo devedor do que antecipar parcelas intermediarias.
Portabilidade de Crédito: Trocar de Banco para Pagar Menos
A portabilidade de crédito imobiliário permite transferir o financiamento para outro banco com taxa menor. O processo e regulado pelo Banco Central e o banco de destino não pode cobrar tarifa pela portabilidade. O banco de origem tem 5 dias úteis para apresentar contraproposta. Na pratica, a simples ameaça de portabilidade muitas vezes faz o banco atual reduzir a taxa. Para que a portabilidade valha a pena, a redução na taxa deve ser de pelo menos 0,5 a 1 ponto percentual, considerando os custos de avaliação do imóvel e cartório envolvidos na transferência.
Desde 2019, a portabilidade de crédito imobiliário ganhou força no Brasil, com milhares de operações realizadas anualmente. Em um financiamento de R$ 400.000 com 25 anos restantes, reduzir a taxa de 10,5% para 9,5% economiza aproximadamente R$ 70.000 em juros ao longo do contrato. Os custos de portabilidade (avaliação do imóvel, nova escritura, registro) giram em torno de R$ 3.000 a R$ 5.000, tornando a operação amplamente vantajosa na maioria dos cenários.
Renda Mínima para Financiamento por Faixa de Imóvel
| Valor Imóvel | Entrada (20%) | Financiado | Parcela SAC (1a) | Renda Mínima |
|---|---|---|---|---|
| R$ 250.000 | R$ 50.000 | R$ 200.000 | R$ 2.071 | R$ 6.903 |
| R$ 400.000 | R$ 80.000 | R$ 320.000 | R$ 3.313 | R$ 11.043 |
| R$ 600.000 | R$ 120.000 | R$ 480.000 | R$ 4.970 | R$ 16.565 |
| R$ 1.000.000 | R$ 200.000 | R$ 800.000 | R$ 8.283 | R$ 27.608 |
SAC 30 anos, taxa 9,5% a.a. Renda mínima = parcela / 0,30 (limite de comprometimento).
Perguntas Frequentes
Qual a diferença entre tabela SAC e Price?
Na SAC (Sistema de Amortização Constante), a amortização e fixa e as parcelas diminuem ao longo do tempo. Na Price (Tabela Price), as parcelas são fixas, mas a amortização começa menor e os juros maiores. No total, a SAC gera menos juros que a Price para o mesmo prazo e taxa.
Qual a taxa de juros media para financiamento imobiliário em 2026?
Em 2026, as taxas variam de 8,5% a 12% ao ano dependendo do banco e do perfil do cliente. A Caixa Econômica Federal oferece as menores taxas (a partir de 8,5% + TR). Bancos privados oferecem de 9,5% a 12%. Taxas prefixadas giram em torno de 10% a 11,5%.
Posso usar o FGTS no financiamento?
Sim. O FGTS pode ser usado para: entrada do imóvel, amortização do saldo devedor (a cada 2 anos), pagamento de parte das parcelas ou liquidação total. O imóvel deve ser residencial urbano, de até R$ 1.500.000, e o comprador não pode ter outro financiamento ativo no SFH.
Quanto da renda posso comprometer com financiamento?
Os bancos limitam o comprometimento da renda a 30% da renda bruta familiar. Para uma renda familiar de R$ 10.000, a parcela máxima seria R$ 3.000. Esse limite e aplicado sobre a primeira parcela (a mais alta na SAC) para garantir capacidade de pagamento.
Vale a pena antecipar parcelas do financiamento?
Geralmente sim, especialmente no início do contrato quando os juros representam a maior parte da parcela. Antecipar as últimas parcelas reduz mais o saldo devedor. Compare a economia de juros com o rendimento que o dinheiro teria em investimentos como Tesouro Selic para decidir.
Qual a diferença entre as tabelas SAC e Price?
Na tabela SAC a amortização é constante e as parcelas começam mais altas e diminuem ao longo do contrato. Na Price a parcela é fixa, mas o total de juros pago é maior. Para financiamentos imobiliários longos, a SAC costuma sair mais barata no total, exigindo porém maior renda inicial.